quarta-feira, 17 de outubro de 2007

É bom viajar! (primeira parte)


A pedido da Tefa vou comentar a viagem do feriadão. Ou melhor, as viagens. É que só hoje que eu tive tempo de chegar perto do computador tranqüilamente.

Bom, sempre gostei de viajar, conhecer novos lugares, novas pessoas. Parece chvão, lugar comum, mas só eu sei o quanto significa pra mim sair de Porto Alegre. Não suporto a mesmice. Não suporto ver o Google Earth e ver o quanto somos pequenos. E quão grande é o mundo...

Então eu e a Ina resolvemos viajar. Bem, mais eu do que ela, porque ao contrário de mim, ela adora as coisas mais estáveis, seguras, sem surpresas. Ela meio que ficou assustada, pois eu perguntei se ela tava a fim de ir pra Joinville (onde mora a Tefa) de avião. Ela topou meio insegura e eu já fui lá e comprei as passagens de ida e volta. Agora não tinha mais volta. A viagem tava marcada.

Acordamos bem cedo e pegamos então o vôo para Curitiba às 07:00. Frio na barriga, primeira vez que voamos, mas tudo tranqüilo, logo estávamos já sobre Porto Alegre e em seguida sobre Santa Catarina. Não deu pra ver muito, pois o tempo estava encoberto. Em uma hora já sobrevoávamos Curitiba e aterrissamos.

A Tefa e o tio dela estavam nos esperando. Aí saímos para conhecer Curitiba. A pé mesmo. Me encantei com aquela cidade! Impressionante a organização e infraestrutura que eles têm. Calçadas padronizadas para deficientes visuais e cadeirantes, semáforos com alerta sonoro, sistema de ônibus com passagem integrada e pontos de vidro fechados, nada de pichações, praças muito bonitas, pontos turísticos por todos os lugares do Centro, cafés por todos os lados, nada de amontoação de prédios, ruas largas, enfim, tudo muito agradável para o turista.

Caminhamos muito, o sol estava forte, bastante quente, mas nos divertimos como nunca. Almoçamos num restaurante chumbrega, R$5,90 o prato executivo, e aí fomos para a rodoviária para ir finalmente para Joinville.

Mas depois eu conto mais, pois acabou meu tempo...

Receita de frango com Whisky



Minha amiga Tefa me enviou essa receita e eu estou publicando aqui para que mais pessoas possam preparar essa iguaria.

Vai uma receita pra fazer no sabado a noite!!!!!!!!!!!!

RECEITA DE FRANGO COM WHISKY

- PEGUE UM FRANGO DE MAIS OU MENOS 02 KG
- 1 KG DE BATATAS
- 500 ML DE AZEITE EXTRA VIRGEM
- CHEIRO VERDE E PIMENTA À GOSTO.

MODO DE PREPARAR

- GRATINE ÀS BATATAS.
- BEBA UMA DOSE DE WHISKY
- TEMPERE O FRANGO COM CHEIRO VERDE,PIMENTA E O AZEITE
- TOME MAIS DUAS DOSES DE WHISKY
- JUNTE ÀS BAATATASS NO FRANGO E LEVE AO FORNO
- TOMA OOOOOUTRA DOSE DE UISSSKI
- ACOMPANHE VISUALMENTE O PATO,
- QUER DIZER O VRANGO PRA NUM QUEIMÁ
- MAIS UMA DOSE DE UVISKE

DEIXA ELE NO VORNO UMAS 04 HORAS BRA ELE ZI VUDÊ DE CALOR E BEBE O VISKE NA GAAAARRAAAAVA MEMO
- TIRA O BICHO DAQUELA POOORRRA DE VORNO
- PEGA O VRANGO QUE CAIU NO JÃO E LIMPA GAMISA MEMO
- BEBE MAIS UMA
- DESLIGA A BÓÓÓÓSTA DO VOGÃO, GARAIO!
- ZI VODA QUE QUEIMO, CE NEM GOSSTA MUITO DESSSTA PORRRA DE BATO.
- LEVANTA A CARÇA QUE TÁ NO MEIO DA BUNDA.
- PEGA O QUE ZOBRO DO VISKI, LIGA A TEVESISÃO,

DEITA NO ZOFÁ E DORMI hehe

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Aniversário 24 anos da Ipanema

Eu tava lá! Foi mundo bom! Bah, show com Afro Reggae, Ultramen, Tony da Gatorra, Ney Lisboa, Da Guedes, Júpiter Maçã e Cachorro Grande.
Muita loucura, muita ceva e muita agitação, apesar da chuva fina que caía.
Estávamos a Ina, a Fê, o Samuel e um amigo dele que eu não me lembro o nome. Eles levaram um isopor com ceva, tomamos tudo e depois fomos à luta pra tentar encontrar ceva barata, pois quase ninguém mais tinha ceva e quem tinha vendia caro.
A Ipanema é uma rádio que quem é ouvinte é fiel, é amigo. É uma rádio como se fosse um partido. Quem escuta Ipanema acaba pouco escutando outras rádios, porque o que toca lá é muito diferente do que as outras rádios tocam.
Foi emoção pura, parecia que era o meu aniversário e o de todo mundo ao mesmo tempo, pois faz pelo menos uns dez anos que eu ouço a rádio do N.
Tava o tiozinho das vinhetas também, dando a sua palhinha. Tony e a Gatorra mandando sua mensagem de paz. Todos os comunicadores fazendo a galera gritar: 24 anos de Ipanema, É FODA!
Enfim, procurem no youtube que com certeza muita gente registrou momentos lá.
Parabéns Ipanema!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

RESSACA


RESSACA é um momento épico. Pelo menos na hora. Vou explicar.
Quando você está bebendo, passa por várias fases: primeiro dá aquele brilho, aquela felicidade e uma vontade de falar, exprimir idéias. Depois vem a parte que você vai levantar da cadeira pra ir mijar e vê que já está perdendo a noção do espaço. Aí continua a falar, mas agora já tem uma certa dificuldade em se fazer entender ou de entender a si mesmo. Bom, depois entra na fase que você acha que pode tudo, que todas as mulheres estão na sua, que seus amigos curtem suas histórias pra caramba e que sempre dá pra tomar mais uma saideira. Essa parte é a que mais contribui para a ressaca.
Um momento épico porque você lembra da grandiosidade dos feitos da noite passada com um certo orgulho, às vezes com vergonha, pensando consigo mesmo: puxa que legal, mas nunca mais vou beber na minha vida. Tem vezes que parece que um caminhão passou por cima de si e que seu fígado manda recados de cinco em cinco segundos dizendo "nunca mais vai beber seu animal". É necessário um esforço fenomenal pra tentar pensar com a cabeça latejando e com vontade de vomitar.
O pior é que até hoje em nenhuma farmácia você vai encontrar um remédio com o nome "Ressacol, para o alívio imediato da ressaca". Cada pessoa e cada farmacêutico vai ter sua própria receita infalível contra a ressaca. A minha é a última que deu certo e eu abracei: Epocler e Plasil (pra não vomitar, odeio vomitar). O problema é que nenhum remédio vai te salvar quando você passar dos limites que seu corpo agüenta.
Mas o mais terrível é quando você tem que trabalhar de ressaca. Até porque quando estava naquela fase citada acima, na qual acha sempre que tem o controle da situação, você sempre acha que no outro dia vai conseguir trabalhar tranqüilamente. É horrível. Principalmente para quem tem que trabalhar com o público. Olhar com cara de simpático, dizendo "sim, pois não? o que deseja?", quando na verdade queria estar dizendo "vai embora seu idiota, eu quero dormir, minha cabeça está explodindo com sua voz irritante".
Aí está a grandiosidade da ressaca. É você não assumir pra si que só está assim porque quis, porque ninguém botou a bebida na sua goela. Foi você que achou que podia tomar outra e mais outra. Você que achou que depois que acabou a caipirinha não faria mal tomar cerveja. Que quando estava bebendo vinho não ia fazer mal aquela batida seu amigo fez e você não se agüentou em só provar.
Mas agora eu descobri o que é mais penoso num dia de ressaca. Nada daquilo que eu falei acima sobre trabalhar, nem de tentar lutar contra o fígado. O pior mesmo é escrever uma crônica sobre a ressaca, estando de ressaca.
Fui...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O SEGREDO

Assisti o documentário o Segredo faz um tempinho já e hoje, pensando com os meus botões resolvi falar sobre algumas coisas que têm a ver com ele.

Em primeiro lugar, vou dizer a verdade: assisti só um pedaço do documentário. Não tive saco pra ver duas horas diversas pessoas supostamente importantes falando exatamente a mesma coisa, mas com palavras diferentes. Não tinha assunto pra tanto tempo de documentário. Era só falar em 15 ou 30 minutos que tudo o que a gente pensa de negativo ou positivo influencia no universo a nossa volta. Me irritei com a prolixidade do filme.

O documentário se propõe científico, pois fala de física quântica, que até agora pra mim era aquela que aparecia na Super Interessante. Mas o que eu vi foi um monte de certezas sobre nenhum fundamento científico. Onde fizeram experiências? Que aparelhos foram utilizados para medir a influência dos nossos pensamentos?

Em uma coisa eles estão certos: nosso pensamento possui influência, mas só sobre nós mesmos. Realmente, se você sai atrasado, achando que vai dar tudo errado, vai perder o ônibus, etc, realmente dá tudo errado. Comigo acontece seguido. Comecei a ter uma postura mais calma em relação a certas coisas que dão errado, em vez de me desesperar, e conclui que realmente as coisas tendem a dar mais certo. Nem sempre dão, mas já melhora.

Não acredito que o meu pensamento possa influenciar alguma coisa em ti ou em outra pessoa, se eu não o externar de alguma forma, seja verbal, física ou semioticamente.

Meras reflexões...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

NO AR

Como sou um aficcionado por tecnologia e linguagens visuais, não pude deixar de visitar a exposição NO AR, da RBS. Não gosto da RBS como formadora de opinião, porém como técnico sou obrigado a tirar o chapéu para as produções do grupo.
Outro fato que eu considero negativo é que a RBS que é uma empresa feita pra ganhar dinheiro, consegue quase toda a Usina para uma exposição. Já grupos de teatro e dança de Porto Alegre, que suam pra conseguir fazer suas apresentações, com muito custo conseguem uma salinha, e olhe lá!

Porém, deixando de lado a parte política da coisa, me impressionei com a criatividade da mostra e com o aparato técnico que eles dispuseram lá na Usina.

Pra começar, na rua, iluminando a fachada, uns refletores que eu nem sei o nome (quando eu souber eu posto aqui) no padrão RGB, que ficam oscilando as cores e com efeito shutter também. Uma potência desgraçada!

Lá no saguão ficam expostos aparelhos eletro-eletrônicos antigos, como o famoso Atari e aquela vitrola portátil.

Tem uma mesa interativa que mostra todas as capas da Zero Hora desde seu primeiro número.

Há também dois cantinhos que ficam exibindo trechos de novelas e furos de reportagens, onde tu chegas, deitas e ficas assistindo o que está passando.

Criativo mesmo é um canto em que há gavetas com fotos marcantes da Zero Hora, nas quais tu abres e fechas e as imagens vão aparecendo, sortidas.

Bem não vou descrever tudo o que eu vi lá, até porque está aberto pra todo mundo ver. Só tem que entrar na fila...

Mas vou dar um destaque para o telão. Que loucura! Nunca tinha visto algo tão colossal quanto aquilo em termos de imagem. Contei mais ou menos uns 20 projetores fazendo a composição da imagem retangular. Acho que é o dobro de uma widescreen. E a montagem de imagens que eles fizeram chega a arrepiar... Tem o Pelé chutando e acertando o astronauta na Lua, tem presidentes dançando e pagando mico, cenas de guerras, etc.

Enfim, vale a pena conferir, mas vai com um olhar crítico e não se deixa levar pelas aparências.

Fui...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Bienal


Semana passada fui na Bienal do Mercosul. Como sempre, não entendi muita coisa. Mas não sou contra o evento. Até achei muito legais muitas obras lá, pois levam a muita reflexão.
O que eu mais gostei foi da estrutura que montaram no cais do porto. A praça de alimentação é uma coisa que há muito eu não via em Porto Alegre: mesas ao ar livre com vista para o magnífico Guaíba, com direito a ver o por do sol tomando um café expresso servido por garçom. Temos o bar flutuante, que nada mais é do que um boteco, caro por sinal e com um serviço precário. A cidade precisava disso. Não sou a favor do luxo ou da "chiqueza" que pode parecer para alguns, mas eu me imagino sempre como se eu fosse um turista em Porto Alegre. Eu gostaria de vir, desfrutar de lugares assim e de preferência não pagar muito por isso.
Além disso, o espaço da Bienal tem muitos pontos de econtro, nos quais vi turmas se reunindo para debates e casais tomando chimarrão ou namorando. Enfim, a Bienal é muito além do que ficar caminhando olhando para quadros e outras obras de artes plásticas.
A configuração desta Bienal está muito mais propícia para o que ela se destina, que é ver as coisas dos mais variados pontos de vista.
Podemos dizer que esses espaços entre um armazém e outro podem ser usados para a digestão cultural, depois da gente ter engolido obras que às vezes escapam ao nosso entendimento.
Por fim, sugiro a todos que visitem a exposição, mas deixem em casa, amarrados a uma coleira os preconceitos e as visões antiquadas sobre arte. Mas bem amarradas, hein! Senão elas fazem que nem cachorro, vão te seguir até o cais!

Bom dia gente!


Há tempos estava a fim de criar um blog. Porém sabia da responsabilidade que é manter um blog. Um blog precisa estar sempre atualizado, senão perde "IBOPE".
Um web log pode servir para várias finalidades: marketing pessoal, diário público, difusor de opinião, escrever besteira e o que vier na telha. Não pretendo escolher uma dessas opções. Não gosto de correntes nem de camisa de força. Prefiro escrever o que tiver para escrever e com o assunto que eu estiver inspirado.
O que me motivou a fazer um blog foi um da Alessandra Mendes, minha colega de trabalho. Há tempos tenho visto blogs interessantes, outros medíocres, outros curiosos. Mas o da minha amiga me chamou a atenção foi o perfil meio jornalístico que ela imprimiu no mesmo. Ao mesmo tempo ela incrementou com poesia e crônica. Achei muito melhor do que escrever futilidades pessoais (diferente de reflexões pessoais).
Bom, sem mais delongas, essa foi a primeira postagem e espero que eu tenha paciência suficiente para manter algo decente pra tu que estás lendo não encher o saco e quem sabe postar sua opinião.
Falou, abraços pra todos!